Streamer admite agressão a cachorro após polêmica em live e tenta justificar: “foram só dois tapas”

 Streamer admite agressão a cachorro após polêmica em live e tenta justificar: “foram só dois tapas”



O caso envolvendo o streamer Júnior Santos, conhecido como kina_fps, ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (27). Em um depoimento enviado com exclusividade ao THESPIKE Brasil, o criador de conteúdo se pronunciou pela primeira vez sobre a agressão a um cachorro durante uma transmissão ao vivo enquanto jogava VALORANT.

No texto, kina_fps afirma que o clipe que circula nas redes sociais foi “tirado de contexto”, diz estar recebendo ameaças de morte e declara que há pessoas que “querem acabar com a vida” dele. Ao mesmo tempo, admite que agrediu o animal.



No posicionamento exclusivo ao THESPIKE Brasil, o streamer reconhece que “perdeu a cabeça em um momento de fúria” e afirma que deu “dois tapas” no cachorro após o animal supostamente rasgar o lixo da cozinha e pegar comida.

Ele também sustenta que o pet é bem tratado, que está vacinado, que foi resgatado da rua e que “isso jamais vai se repetir”. Em sua defesa, reforça que nunca espancaria um animal e acusa terceiros de agirem por inveja e má-fé.

A fala, no entanto, chamou atenção pelo tom adotado. Ao classificar a repercussão como fruto de “inveja” e insistir que o vídeo foi descontextualizado, o streamer minimiza a gravidade da agressão  inclusive ao afirmar que foram “apenas dois tapas”, como se a quantidade tornasse o ato aceitável.

Violência contra animal não se mede em intensidade. Não existe “pouco” quando se trata de agressão.

O episódio ocorreu durante uma live no TikTok e na Twitch na madrugada da última quinta-feira (26). Em um clipe que rapidamente se espalhou nas redes sociais, kina_fps aparece discutindo com alguém, levanta da cadeira e agride o cachorro.

Após a repercussão:

  • Ele desativou a conta no TikTok

  • Privou o perfil no Instagram

  • Teve o canal da Twitch suspenso por tempo indeterminado



A plataforma da Twitch adota política de tolerância zero contra atos de violência. O mesmo vale para o TikTok, que proíbe explicitamente conteúdos que exibam crueldade contra animais.

Casos semelhantes no exterior já resultaram não apenas em banimentos permanentes, mas também em investigações criminais.

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Agredir animal é crime no Brasil

No Brasil, a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98) define como crime praticar abuso ou maus-tratos contra animais.

Desde 2020, com a Lei nº 14.064/20 (Lei Sansão), quando a vítima é cão ou gato, a pena pode chegar a 2 a 5 anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda.

Ou seja: não se trata apenas de “polêmica de internet”. É uma questão legal.

Uma nota de repúdio necessária

É inaceitável que, em pleno 2026, alguém utilize uma plataforma pública para praticar agressão — ainda mais contra um animal indefeso — e depois tente enquadrar a situação como exagero da internet.

Reconhecer o erro é o mínimo. Mas minimizar o ato, alegar inveja e tratar agressão física como algo pequeno não contribui para responsabilização real nem para conscientização.

A comunidade gamer cresce a cada ano, ganha espaço, profissionaliza-se e conquista reconhecimento global. Casos como esse não podem ser relativizados.

Violência contra animais não é “perda de cabeça”.
Não é entretenimento.
Não é detalhe.

É agressão.

E precisa ser tratada como tal.



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